sábado, 30 de agosto de 2014

Fechando o AP

Uma das coisas mais difíceis de se mudar para outro país é ter que fechar o apartamento/casa em que você mora. Principalmente porque, diferente de uma mudança em que você tira de um lugar para levar para outro, indo para fora, você precisa se DESFAZER de tudo que entulhou nos últimos tempos.

É meio desesperador ter que limpar tudo sem ter outro lugar para deixar as coisas. Sem brincadeira, fica até aquela esperança de ser assaltado e levarem tudo do apartamento. A dica que dou é começar a vender/doar as coisas com pelo menos dois meses de antecedência. Pode parecer muito, mas é muito mais fácil se desfazer das coisas aos poucos.

Nós tivemos a sorte de poder contar com a casa da minha sogra/mãe, que abriu as portas para guardar uma infinidade de caixas. E, claro, nosso gatinho, o Elvis.

Hoje, finalmente, tiramos as últimas caixas. Já fizemos a pintura da entrega e agora só falta a vistoria final e a entrega das chaves. A contagem não para e já faltam apenas 21 dias.




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Uma das coisas que mais melancolia me traz é entregar um apartamento. Fico olhando indefinidamente para os cantos da casa e pelas janelas. Revejo os móveis, as histórias e os momentos que vivemos ali. É quase como se quisesse, pelo olhar ininterrupto, gravar mais fundo na memória tudo o que senti. Em alguns meses, tudo irá virar uma massa de lembranças, sem dias específicos ou datas marcadas. Só sei que vou olhar para trás e, como sempre, sentir saudades.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Um lugar para chamar de seu

A exatamente uma semana atrás, ia fazer um post sobre a contagem regressiva e como ela havia (assustadoramente) chegado a um mês. A uma semana atrás. Hoje, faltam 23 dias. Um mês redondinho é, para quem espera desde o dia 189, um marco. Ou era, já que foi deixado para trás em meio a correria que nossas vidas se tornaram. Aquela foto do apartamento, ali em baixo, é uma espécie de paraíso perto do que o Antonio Basilio 26/203 se tornou.

Agora restam algumas caixas, uma mesa na sala, dois pintores resolvendo as manchas que nossa presença aqui imprimiram nas paredes, algumas lembranças e muitas saudades. Em mais três dias, entregamos as chaves, com o apartamento vazio como quando o encontramos pela primeira vez.

Mas deixemos de pesar e vamos para a parte boa.

A exatamente uma semana, resolvemos onde ficaríamos nos primeiros meses de Londres. Todos dizem ser uma temeridade fechar antes de conhecer o local e ver a vizinhança, dizem ser loucura enviar dinheiro sem saber para quem está enviando, dizem um monte de coisas que, no fim das contas, passamos por cima.

Tivemos a sorte grande de uma amiga estar voltando para Londres e ter passado pela mesma situação que a gente, em busca de um teto quentinho para chamar de seu. Ela conseguiu alugar um quarto, em um apartamento de três, na região Oeste (West London). A sorte, mesmo, vem agora. Um quarto estava prestes a vagar e ela nos deu a dica. Disse que a vizinhança é muito agradável, perto de tudo (metrô, ônibus, mercados...), que o proprietário(landlord) era muito gente fina e que daria para a gente dar uma chorada no preço e pedir até mais móveis para o quarto. Foi o que fizemos (e fomos atendidos).

Então, nos jogando de cabeça, pagamos o aluguel do primeiro (de três) mês adiantado e reservamos o nosso quartinho de casal. Agora temos endereço e post code W45RG.

O bairro é Chiswick. Ou seria Chiswick uma cidade? Ainda não dá pra entender bem as denominações dos locais de lá. Menos mal que na Wikipedia tá falando bem do lugar.

O que me resta agora é antecipar a viagem, na minha cabeça, e passear pela vizinhança no Google Maps e no Street View. Descobrir os locais bonitos que dá para conhecer a pé e ver como fazer para chegar em outros tantos. Apesar de tudo, estamos felizes e animados.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Uma das primeiras coisas que pensei, quando finalmente fechamos a data da ida, foi a quantidade de shows que poderia assistir estando em Londres. Mas como acessar a agenda local, para saber o que a cidade poderia me oferecer?

Fiz uma busca e descobri dois aplicativos/sites que me ajudaram muito a gastar bastantes libras antes mesmo de colocar meu pé na terra da rainha. O primeiro, que acabou se tornando meu preferido, é o songkick.
De fácil navegação, você diz a sua cidade e uma lista de shows aparece. Além disso, dá para "assinar" as suas bandas preferidas, o que faz você receber um email avisando quando eles irão tocar em sua cidade, assim que o concerto é marcado.

O segundo aplicativo é o bandsintown. No fim, acho ele até mais completo do que o songkick, mas como me acostumei com o outro antes, dou uma olhada de vez em quando, só para confirmar os shows.

Voltando aos shows, como disse ali em cima, já temos um calendário de eventos bem recheado. É tanta coisa para ver que até ficou difícil arrumar data para ir visitar os amigos espalhados pela Europa. Clássicos (dos anos 90) como Slowdive - uma das bandas da vida -, Helmet, Cast...
Jesus and Mary Chain, Buzzcocks e Sham 69, da parte feminina (e punk) do casal.
O Metal do Mastodon, o stoner do Fu Manchu, o rock do Kaiser Chiefs e do Interpol, as novidades do War on Drugs e do Eagulls...

E, como disse, ainda nem fizemos o check-in. É muita felicidade junta.


J&MC tocando o Psychocandy



Slowdive  - sem palavras.



Helmet tocando o Betty.




E na contagem, faltam 40 dias.



sábado, 9 de agosto de 2014

Hoje é sábado.
Dia 09 de agosto.
Dia marcado para que alguns móveis fossem levados.
Desde às seis da manhã de pé.
Elvis, the cat, dormiu entre a gente e quis comer logo cedo.
Sobra sempre para mim, mas não reclamo.
Vou sentir falta do meu despertador peludo por um tempo.

Novidades com relação à data da partida.
Dona TAM resolveu antecipar o voo em duas horas.
Com isso, abriu a oportunidade de cancelarmos a passagem, anteciparmos em uma semana ou postergarmos por mais 14 dias. Resolvemos que, como os dias andam demorando muito para passar, vamos uma semana antes. Dia 21 de setembro.

A contagem regressiva foi devidamente rasurada e, de uma pancada só, estamos a exatos 42 dias de nossa partida.

a sala e um gato perdido.


Quem te viu e quem te vê, não é mesmo?