quinta-feira, 25 de setembro de 2014

oyster

Telefone ok, fuso em dia (ou quase), umas comprinhas feitas...

Estamos prontos para deixar Acton e nos aventurarmos em outros lugares de Londres. Para isso, fomos até a estação de metrô de Acton Town e compramos nosso Oyster.
Legal, mas o que é um Oyster?
Traduzindo para um português básico,o Oyster é um vale-transporte. Você apresenta ele ao entrar em uma estação de metrô, overground (trem metropolitano), ônibus e outros transportes. E na hora de sair da estação, apresenta outra vez.

Você pode comprar o oyster de duas formas: ou vai direto na máquina ou vai no caixa. Fomos direto na máquina e. óbvio, apanhamos. Você paga 5£ pelo cartão e pode escolher entre a carga diária, a semanal ou a mensal. Cada uma tem um valor, claro. e não é barato. Pagamos 36£ cada um, por uma carga semanal.

Outra coisa que confunde é poder comprar o Oyster ou o Oyster Bus+Trams. Na verdade, o bus+trams não inclui o metrô. Eu pensava justamente o contrario, que incluia além do Metrô Bus e Trams. Bom, na dúvida, vamos ao caixa. Lá nos explicaram isso aí de cima e, finalmente, pudemos entrar na nossa primeira viagem de metrô.

Fomos em direção a Islington. Saltamos em King´s Cross. caminhamos um pouco e chegamos na O2 Academy Islington. O local para shows tem uma capacidade de umas 800 pessoas, se tanto. Então imagine o quão perto é possível chegar do palco. O show começou (Fu Manchu) e a diferença é um tapa na cara. Som perfeito, alto e limpo. Uma experiência e tanto. 

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

New life

Chegamos, dormimos e acordamos meio-dia.
O suficiente para descansarmos da loooonga viagem.
Uma fuçada rápida no Gmaps e vamos para a rua. Há um mercado bem perto, o Morrisons, e é para lá que vamos.
Tudo é novo. As marcas, os produtos, os preços. Principalmente os preços. Um meal menu, com um sanduiche natural, uma bebida e uma sobremesa custa 2.5 libras. 
Dez reais. 
E pensar que paguei 16 reais por uma FATIA de pizza no aeroporto de guarulhos...

Compramos as coisas de necessidade básica que precisávamos: desodorante, pasta de dente, uns cremes pra Ju e umas tranqueiras, como Dr. Pepper, um refrigerante com gosto de sabão que eu amo.

Saindo de lá, fomos atrás de um telefone. Na verdade, atrás de um chip para por nos telefones. O pré-pago aqui é chamado pay as you go. As tarifas também são bem caras, como no Brasil. Mas pesquisando, dá para achar um plano mensal (sim, plano de pré-pago) de15 libras com 300 minutos, 3000sms e internet ilimitada. Conseguimos isso com um da 3(three). A Three é uma operadora daqui, assim como Vodafone, t-mobile, O2, lebara...

O chip (chamado SIM Card) não custa nada, mas você precisa carregar com créditos o telefone, o que aqui é chamado de top up. Um top up de 10 libras te dá direito a um certo número de ligações, sms e internet. O de 15, dá direito a mais e um de 20 te dá ainda mais vantagem.

E pagando 33 libras por mês, em um plano normal, você leva pra casa um S5.

Vale a pena pesquisar antes de comprar seu chip.




terça-feira, 23 de setembro de 2014

Chegamos. E agora?

Depois de onze horas de voo, mais a espera no aeroporto e o voo rio-sp (o que nos traz a quase 24 horas de viagem, contando o fuso), chegamos.

A passagem pelo Controle de fronteira foi bem tranquila. Passaporte europeu e sua esposa, com visto de família, passaram direto pela fila de estrangeiros e não pegaram fila nenhuma para fazer os trâmites de entrada. O difícil foi carregar três carrinhos de mala, sendo só duas pessoas. Na hora de passar na alfândega o pessoal olhou aqueles dois malucos carregando 10 malas de qualquer jeito e só perguntaram o de sempre: se tinha ligar pra ficar, o endereço e se tinhamos fumo, comida, sementes... Essas coisas que só quem quer problema traz.

Nosso shuttle estava esperando na saída da sala de desembarque. Foi um pouco difícil encaixar as malas todas no carro, mas, acreditem, deu. Viemos para a casa onde alugamos um quarto (por 6 dias, via Airbnb). Fomos recebidos pelo Frederick, muito simpático, que nos mostrou o quarto, a casa e o estoque d comida que fez para a gente. Foi o máximo que deu para fazer. Tomamos banho, e apagamos na cama. Eram umas sete e meia da noite, não mais. Às duas da manhã acordei. Fiz hora, virei de um lado pro outro e nada. Às cinco e meia, dei mais uma dormidinha. E acordei meio-dia.
:/
Isso é jet lag ou o quê?

A verdade é que estamos aqui a quase 24 horas e ainda estamos nos recuperando da viagem.
Mas precisamos ir descobrir a vida, a cidade (estamos no bairro de Acton), e resolver umas pendências normais, como celulares, conta em banco, adaptadores de tomadas...
Conforme formos descobrindo as coisas, escrevo aqui.
 

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

10, 9, 8, 7, 6, 5, 4...

E aí que falta uma semana e eu ia escrever.
Passou, falta 5 dias, vou escrever...
Faltam 4 dias e o terror é iminente.

Com a quantidade de malas que vamos levar,
precisamos repensar nossa logística, tanto em terras brasilis,
quanto em terras rainhis. Daqui saímos para o aeroporto no domingo,
umas três e pouco da tarde. Vamos nos dividir em dois táxis, muito melhor do que ter que
gastar com aluguel de van (conseguimos, a mais barata, por 195 reais).

Lá, ao chegar, teremos uma van nos esperando.
A logística dos primeiros dias também teve que ser alterada.
Por conta da quantidade de malas que levaremos, é mais econômico (e economia é a palavra primordial nestes primeiros momentos) ficarmos mais perto do nosso destino final.

Então, acertamos um quarto no airbnb que saiu exatamente o mesmo valor que a van para nos levar e buscar ao outro lado da cidade, que era onde ficaríamos primeiramente. Deste quarto, saímos dia 28, levando nossas malas em algumas viagens, para o 512 Chiswick HR.

Está perto, muito perto.


sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Dez dias

Ontem, na verdade, marcou o fim da contagem regressiva em dezenas.
No entanto, o dia foi tão corrido, que ficou difícil escrever alguma coisa.

Fizemos a nossa segunda mudança, em menos de 15 dias.
Saímos da casa da nossa grande amiga Dani (palavras não seriam suficientes para expressar nossa gratidão) e fomos para o ponto de partida da viagem. Mais precisamente, a casa da minha avó.
;)

É de lá que levaremos as malas para o aeroporto.



sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Enquanto não chega a hora de embarcar, trabalho. Em casa, fazendo meus frilas, e na repartição.
Faltam poucos dias para deixar o trabalho, uma semana, não mais.
Então, fico meio parado, meio correndo, passando o que dá para passar para os outros, resolvendo o que tenho que resolver antes de sair. Bom, de qualquer forma, tenho um tempo para continuar viajando mentalmente.

Uma dica que dou para quem resolveu mudar é: compre a passagem o mais perto possível. A espera é angustiante e o dia parece não chegar nunca.

Bom, voltando às minhas viagens virtuais, resolvi correr atrás de pubs em ou perto de Chiswick. E não é que o que encontrei foi BEM melhor do que esperava?

crown and anchor

the city barge

old pack horse


Além dos pubs mais normais, digamos assim, a localidade conta com alguns históricos como o Old Pack Horse e o Crown and Anchor. 

Ainda estou fazendo um levantamento mais minucioso, inclusive com umas microcervejarias pelos arredores. Mais uns dias, começo a postar as fotos dos locais e a avaliação de cada um deles. hahahaha




O gato

Elvis apareceu nas nossas vidas dia 25 de Janeiro. Ainda não era Elvis.
Ele só foi batizado assim, uns 5 minutos mais tarde. A casa estava cheia, meio bagunçada.
O coitado não sabia onde estava e se deitou em um canto, com a maior feição de desalento.
Sete meses depois (mas para nós foi como se tivessem passados vários anos) levamos o Elvis para a casa da vovó. É lá que ele vai ficar até que possamos levá-lo para Londres com a gente.

Se você tem um gato e também quer levá-lo com você para a Inglaterra, é melhor ler isto.

Viajar com um animal de estimação é difícil. Para a Inglaterra, é dificílimo.
São tantas as coisas que eles pedem que o mais fácil parece ser abrir mão do bichinho. Mas pense bem: se você morasse em uma ilha, onde uma série de doenças foram erradicadas e não entram de forma normal em seu país, por que abrir mão dessa segurança deixando qualquer animal (podendo estar infectado) entrar?

Para levarmos o nosso, começamos pela vacina de raiva. Sim, ela precisa estar em dia. E mais, é preciso ter tomada a, pelo menos, 90 dias. É necessário um exame de sorologia que custa umas 800 pratas para provar que ele está em dia com a vacina/não infectado. Acha que acabou por aí?

Bobinho você, não?

Como em toda a Europa, animal precisa estar chipado. Isso mesmo, pode providenciar o chip do seu animal o quanto antes. Aí, nas vésperas da viagem, você precisa de um laudo do veterinário que por sua vez é levado no ministério da agricultura e lá você recebe um documento liberando o animal para a viagem. Mas parece que esse documento só tem validade de uns três dias. O_o

Com tudo isso pronto, é só viajar.
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calma... quem disse que acabou?

Para entrar no Reino Unido, o Home Office disponibiliza uma lista de Companhias de Aviação e em quais Aeroportos e Terminais elas podem pousar levando animal. Para ser rápido e rasteiro, na Inglaterra, indo do Brasil, animal só pode chegar pelo Aeroporto de Heathrow e desde que seja pela British Airways. É bom olhar com cuidado a lista e ver por onde entrar, antes de comprar sua passagem.

Pelo menos, a quarentena do animal acabou. O que diminui muito o sofrimento de donos e bichinhos.
Uma boa opção é tentar entrar por Portugal, e de lá seguir para a Inglaterra. Mas mesmo assim, Portugal ainda tem uma série de pedidos para liberar a entrada do animal.

Elvis vai se juntar a nós, logo, logo.


Países pequenos

Na Europa, a minha maior tentação é viajar.
Moramos em um continente chamado Brasil e, ainda assim, tivemos a chance de conhecer algumas cidades de diferentes regiões. A viagem mais longa que fiz, antes até de casar, somou 6400 quilômetros no odômetro. Já parou para pensar em quantos países dá para visitar rodando esses mesmos 6 mil km na Europa?

Pois eu parei. Pensei. E pelo preço de uma viagem Rio-Recife, resolvi revisitar Paris.

Parece até tiração de onda, mas não é. Juro.
Acontece que na Europa, as empresas lowcost são realmente lowcost.
É só entrar no Skyscanner e pesquisar. Se bem que, para a França, saindo da Inglaterra, preferi comprar um ticket terrestre, pela Eurostar. Terrestre e submarino, claro.

Se eu tenho alguma dica para dar? Bom, pesquise, pesquise e pesquise.

As próximas paradas são em Dublin e Berlin. Amigas lindas e queridas que precisam de nossa presença ao seu lado para serem um pouquinho mais felizes.
hahahahaha