sexta-feira, 10 de outubro de 2014

E a experiência em Wembley?




Além de um sistema de transporte que te leva de casa até a porta do estádio (com várias opções de trajeto), lá dentro você é tratado como um cliente o tempo todo. Lugar marcado respeitado, 55 mil pessoas em perfeita harmonia. Um negócio interessante é que se alguém estiver tendo um "comportamento antissocial" é só mandar um SMS com os números do bloco, fileira e cadeira e logo vem alguém ver o que está acontecendo. E, escadas rolantes!!! Nada mais de sofrer subindo as rampas intermináveis do Maraca ou do Engenhão. hahahahah

As lojinhas do jogo (sim, loja para UM jogo, com souvenirs daquele jogo) são bem legais. E o programa do jogo (£6) foi comprado por muita gente. Como sempre, preço de comida e bebida (por ser jogo da UEFA,sem álcool) acima do de mercado. Atrações antes do jogo e no intervalo. Telão e sistema de som perfeitos, informativos e com replay das principais jogadas (e dos gols!). Fim de jogo? Caminhada tranquila para o metrô, que apesar das 55 mil pessoas, deu conta sem empurrões, sem vagões ultraentupidos e muito rápido (peguei o primeiro trem saindo da plataforma e nem de perto fui o primeiro a entrar na estação).

Rapidamente estava em casa. E quando você acha que a experiência acabou, no dia seguinte recebi um email da FA com uma pesquisa de pós-venda, perguntando praticamente tudo sobre o jogo e sobre o trajeto casa-wembley-casa. Respondi e entrei num sorteio para ganhar dois ingressos para o próximo jogo do English Team em casa.



Sobre o jogo






Com uns laterais muito mais ou menos e um meio campo nada criativo, a Inglaterra demorou até abrir o placar contra San Marino, o último colocado do Ranking da FIFA. Depois de fazer o primeiro, o time começa a dar toquinhos demais, tentando fazer sempre o mais difícil. Resultado final, cinco a zero. Mas poderiam ter sido dez,se tivessem descido do salto. Rooney foi um dos destaques do jogo, apesar do título de Homem do Jogo ter ido para Wilshere. E não entendo como podem tirar o Sterling de TODOS os jogos,quando ele é o jogador mais ensaboado do time em décadas.

Lá pela metade do segundo tempo, o jogo virou chacota. Cada vez que o goleiro inglês pegava na bola (umas 4 vezes em todo o jogo) a torcida ia ao delírio, aplaudia e gritava. Chegaram a cantar um Olé pra San Marino (quando eles acertaram mais de dois passes seguidos) e no fim, até torciam para eles conseguirem acertar um contra-ataque. Conforme iam saindo os gols, as pessoas iam se levantando e saindo do estádio. Tipo, matamos o jogo, vou embora agora. E eu sentado, torcendo por mais gols. Por falar em gol, como faz diferença ter uma palavra pra gritar quando se faz um gol. Seja Gol, Tor, Score, qualquer coisa. O que não dá é gritar yes, e aplaudir sentado. Cinquenta e cinco mil pessoas em Wembley cantando (baixinho, só um canto do estádio cantava de verdade) e até a torcida do Botafogo faz mais barulho em 3 mil, em Moça Bonita.


3 comentários:

  1. Wilshere é craque, mas meio tantã. E de vidro, vive na enfermaria dos Canhoneiros de Londres.

    Gosto muito do futebol inglês, de suas tradições, clima, o século XIX entranhado no dia-a-dia.

    Mas subir a rampa do antigo Maracanã, entrar no túnel sentindo o rugido das torcidas no peito e, botando os pés nas arquibancadas, dar de cara com aquele monstro concretado entupido de gente...

    Quem viu, viu; quem sentiu, sentiu. E não há nada igual. E não haverá mais, claro.

    Estádio Mário Filho, o Maior do Mundo. Puta saudade do caralho.

    Abraços.

    ResponderExcluir
  2. daquele maraca tenho saudades. desse novo, já não sei.

    ResponderExcluir